Cadernos e Croquis

Quem não tem como pagar a licença do Corel ou Illustrator tem outras opções gratuitas e hoje vou falar sobre uma delas.



No curso eu tinha aulas de "aplicativos informatizados" e o Corel Draw era a ferramenta mais usada. Quando eu precisava terminar algum exercício ou mesmo treinar minhas habilidades, não conseguia fazer em casa. Mais tarde, por um post no Facebook, descobri essa ferramenta maravilhosa e gratuita.

O que é o Inkscape?

Um programa de gráficos vetoriais, assim como Corel Draw e Adobe Illustrator, para quem precisa
fazer ilustrações, desenhos técnicos e vetores. Funciona tanto em Windows, Mac OS e GNU/Linux. Tem código aberto, o que significa que ele tem o licenciamento gratuito, você faz o download e instala sem precisar recorrer a pirataria ou pagar algum valor. Mais informações você consegue no site do Inkscape .

Usabilidade

Ele é intuito, principalmente quando já se tem experiência com Corel, pois possui muitas ferramentas com o funcionamento e ícones parecidos, além da própria área de trabalho do programa. Porém alguns nomes, no português, podem ser diferentes, o que causa alguma confusão e estranheza inicialmente. É claro que como toda novidade, você vai precisar de um tempo para se acostumar.

Ver vídeos-aula no Youtube, ajudam muito na hora de entender como fazer aquela função que já conhece e descobrir todas ferramentas. Em casos que não possua a ferramenta ou função que necessite, pesquise, pois o programa tem como ser customizado usando extensões.


Download

Não é publicidade, não infelizmente! Mas acho interessante espalhar essa informação pra estudantes que precisam treinar e para profissionais sem recursos de programas pagos. Você pode baixar pelo próprio site clicando aqui .

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Obrigada pela leitura
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Análise sobre o figurino da Doctor e minhas impressões sobre o primeiro episódio da 11ª temporada exibido 07 de outubro, sem spoilers.

Foto de divulgação da BBC. Figurino da Doutora e a TARDIS.
Se você gosta de Sci-fi provavelmente já ouviu falar de Doctor Who, mas caso não conheça clique aqui para ver uma postagem sobre. Viagens no tempo e espaço, numa espaçonave que não parece uma espaçonave, que é maior por dentro e agora temos uma mulher salvando o dia.

A primeira impressão não foi a que ficou

Minha primeira impressão sobre o figurino foi com alguma desconfiança. Até por que eu tava acostumada com o Doctor tendo uma aparência mais séria. Toda aquela luz me deixou com a impressão de que o figurino era para agradar o público infantil. Mas depois de um bom tempo vendo Joddie usando os restos mortais da roupa do Capaldi e ela, enfim, encontrando seu "uniforme", tudo se encaixa e aquela roupa parece certa para toda aquela energia personificada em Timelady.

Porém o primeiro episódio me pareceu conter muito suspense e com uma direção mais similar a cinema, talvez seja porque assistir no cinema hahaha só que não, apesar de divertido não tem aparentemente foco nas crianças. Fiquei agoniada com o rosto do vilão desse primeiro episódio, imagine os baixinhos.

"Ruuuuuuun"

A série foi reformulada e terá uma nova pegada, assim como aconteceu em 2010 com a chegada de Steven Moffat como Showrunner, que trouxe Matt Smith como o 11º Doctor, e agora passa o cargo para Chris Chibnall que traz nossa 13ª Doctor.

Nesse nossa primeira visita a temporada, temos uma estreia grandiosa e histórica. Inovações foram inclusos, como uma nova sonic screwdriver e mostrar o porquê do seu surgimento. Também temos uso do espaço na internet e tecnologia atual terrestre, nos lembrando que estamos em 2018. Além do clima mais leve com a nova dinâmica: Doctor e mais acompanhantes (Companions)  em clima de cooperação.

Essa leveza aparece também no figurino que foi direcionado pela atriz Joddie Whtittaker (a Doutora). Peças com aparência mais fluídas, feitas sob medidas e com o foco em conforto para poder correr durante toda a temporada, botas foram escolhidas com atenção por esses motivos.

Cores

Apesar do colorido para dar um tom mais alegre, presente na camiseta e nos suspensórios, o azul é muito presente em vários tons nas roupas. Segundo Joddie, essa roupa representa tons diferentes do céu. Então aquele cinza claro visto nas promos é azul/lilás celeste. Essa representação de vários tons de céu traz dimensionamento para uma personalidade que não parece ser feita de apenas um tom e sim de uma cartela mais ampla.

Vindo de um histórico de cores sóbrias e peças mais clássicas, de Eccleston até o Capaldi, a 13ª Doutora nos traz mais leveza com cores mais claras, um ar atrevido com um suspensório amarelo e calças curtas, além de ser um figurino mais chamativo e que não passa despercebido.


Coincidências?

Pode ser coincidências ou escolhas pautadas no passado da Série, porém temos elementos parecidos com figurinos passados. Conversando sobre o episódio percebi algumas similaridades:

  • As faixas coloridas na camiseta lembram o cachecol colorido do Quarto Doutor.
  • Sobretudo longo de alfaiataria foi também uma peça muito usada pelo Décimo Doutor.
  • Suspensório foi uma das assinaturas do figurino do Décimo Primeiro Doutor.

Joia 

Um item estiloso na orelha esquerda da Doutora é um brinco prateado a qual tem significado também:

  • As estrelas são o universo e de onde ela veio, já que ela é um extraterrestre.
  • A corrente que une as estrelas à mão é a viagem, o caminho que ela segue sendo uma viajante no tempo e espaço.
  • Mão dourada é a humanidade e a mão prata é dela, simbolizando união (que seria tanto a proteção que ela dá a Terra como também a amizade). 

Teoria

Há uma evolução no vestuário do Nono Doutor até a nossa Décima Terceira Doutora, que está ligada aos personagens e suas mentes. Minha teoria é que cada doutor representa uma fase do luto e dá para ilustrar isso com provas do vestuário. Então se você quer saber mais sobre isso aguarde que logo teremos uma postagem sobre isso.


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Agradeço sua Leitura 
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Doutor quem?
Dia 07 de outubro (domingo), vai estrear o primeiro episódio da 11ª temporada de Doctor Who e vai ser um grande marco para série. Se você quer saber que marco é esse e por que vamos falar do figurino, continue lendo!

TARDIS
Doctor who é uma série britânica de ficção científica sobre um alienígena humanoide de dois corações que viaja pelo tempo e espaço resolvendo problemas, ao longo da série se regenera em corpo e personalidade novos. Quase sempre tem companhia e usa uma espaçonave um tanto diferente: TARDIS.

História da série:

A série estreou na Inglaterra pela BBC, no fim de 1963, como um tampa buraco da programação e tinha como foco o público infantil.
A proposta para época era ousada e tinha uma produtora mulher (algo incomum e raro naqueles tempos), o que levou a muitos acreditarem em sua curta duração. Porém, segundo o jornal da BBC em 2013, "é o programa do gênero transmitido há mais tempo e para mais países no mundo".

O grande Marco

O doutor, personagem principal, toda vez que sofre algo que possa o matar, se regenera mudando assim de corpo e personalidade. As 12 regenerações do Doctor foram com aparência masculina e 13ª aconteceu no especial de natal de 2017 nos revelando que agora o Doctor tem a aparência feminina.
Já estava na hora de mostrar que uma das pessoas mais poderosas do universo pode ser uma mulher!

A última temporada de Capaldi (12ª regeneração) teve muitos indícios sobre representatividade:

  • Missy - Passando por uma regeneração se tornou uma personagem feminina;
  • River Song - uma mulher independente, poderosa e importante para trama;
  • No final da 10ª temporada - Um episódio um timelord se regenera e se torna uma timelady e ninguém acha isso estranho;
  • Bill - mulher jovem, negra, lésbica, com cabelo natural e companion do Doctor;
  • Frases como: "The future is female" (o futuro é feminino) ditas pelo Doctor;
  • Especial de Natal: Tivemos o Doctor reprendendo seu passado com comportamentos machistas.

Por que falar do figurino

Toda regeneração segue com uma repaginada tanto da Tardis como do próprio figurino. E o primeiro episódio geralmente mostra essa transição do figurino anterior para o Novo.

Domingo vou assistir o episódio no cinema, então logo vai sair postagem sobre o figurino. Quero comentar aqui sobre essa transição que vai ser mais complexa do que as que já vimos!

Obrigada por ter lido até aqui!

Fontes:
https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/11/131122_doctor_who_curiosidades_50_anos_rw
http://doctorwhobrasil.com.br/2012/03/a-historia-de-doctor-who-parte-i-procura-se-um-doutor/
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Definir seu próprio estilo de roupas pode trazer uma nova perspectiva. A moda te ajuda e você se fortalece.


Seja você a super-heroína 

A postagem passada falei sobre como o padrão estético e como ele pode ser tóxico. Mencionei que a moda pode ser um vilão, mas você pode reverter isso usando a própria moda a seu favor, entretanto não disse como e é sobre isso que vamos falar agora.

Se amar é uma revolução! Ouvi uma frase parecida, se não idêntica, da Alexandra Gurgel , youtuber que fala sobre body positive e gordofobia. Fazer uma revolução dentro de você mesma é mais difícil do que parece, mas assim que você começa e engata, não quer mais parar.

Ter a identidade visual reconhecida é importante para reforçar sua autoestima e sua confiança. Sabendo quais são seus gostos de maneira pontual, você decidi com mais segurança o que entra e o que sai do guarda-roupa. Não compra roupas desnecessárias e passa para frente roupas que estão sobrando. Guarda roupa planejado otimiza o tempo de montar looks. Também diminui a quantidade de roupas, o que facilita na organização.
Com menos porém com sensação de mais.

Comece

Conhecer a si próprio é o primeiro passo para se compreender e achar seu próprio estilo. Ter algo de referência visual além da imaginação faz uma diferença brutal. Olhando para o que você gosta, vai descobrir que você é mais do que imaginava e até que, o que você gosta não tem a ver com o que você tem, assim como eu.
Faça painéis com roupas/looks que você goste:

  • Pasta no Pinterest; 
  • Recorte e colagem de revista;
  • Pasta no computador com imagens da internet;
  • Recorte e colagem no Photoshop;
Recolha essas informações aos poucos, em dias diferentes e em vibes diferentes, sem pressão.

Analise

Você vai perceber que você tem mais do que um segmento de estilo e está tudo bem. Você tem mais do que um segmento na vida: trabalho, estudo, lazer e assim vai. Ter dois ou três segmentos é normal.

Separe esses estilos, dê nome para eles ou se baseie nos universais já existentes. Nomear vai te dar mais segurança e gerar identificação. Também é interessante relacionar os estilos com cada segmento da sua vida, isso facilita na hora de escolher os looks.

Repare nas cores, shapes, repetição de peças e tecidos usadas nos painéis e suas combinações. Faça um apanhado dessas informações, tipo um dossiê seu. Com esse estudo sobre você mesma, tente entender quais sãos suas inspirações, veja todas as suas cores e descubra sua preferida, tenha um momento de auto apreciação.

Ação

Mantenha de fácil acesso seu dossiê quando tiver dúvidas, for fazer a limpa no guarda roupa ou quando deixar novas roupas entrarem em sua vida.

Doe, venda num bazar ou reforme aquilo que não se encaixe no seu estilo. Faça isso também com aquelas peças que não te servem, guardar peças que não te entram é como guardar ressentimento de não ser mais ou de nunca ter sido daquele tamanho. Se você mudar de tamanho, ai você troca as suas roupas, mas faça as pazes com o seu eu de agora. 

Organize suas roupas por estilo e estação, isso vai facilitar a escolha das roupas. Tem aplicativos que ajudam na organização do guarda roupa, clique aqui para ver um post sobre.

Adquira novas peças só se for necessário. Pode ser que você já tenha o suficiente para montar novos looks agora com um novo olhar sobre você mesma, sem precisar de mais coisas. Mas se precisar, dê preferência por brechós e pequenos produtores.

Caso a mudança tenha que ser muito grande, tipo a minha, vá fazendo a troca de peças aos poucos. Ninguém quer que você fique com poucas roupas e crie alguma ansiedade ou frustração. Esse é um exercício de autoconhecimento, então vá se conhecendo pra ver qual vai ser seu plano para fazer essa transição suavemente.

Monida do seu estilo novo, olhe no espelho, sorria pro seu reflexo e procure ver a beleza que toda essa roupa só vai ajudar a realçar. 


Esse texto é dá série #setembroamarelo e tem como foco ajudar a aumentar a autoestima, que é um dos fatores mais enfraquecidos em pessoas com transtornos psicológicos. Informações sobre como conseguir ajuda profissional está no fim da postagem desse link ou ligue 188, número de apoio ao combate ao suicídio pelo Centro de Valorização da Vida.

Compartilhe, se você acredita que esse texto possa ajudar alguém.
Obrigada pela leitura!
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Roupa tem poder. Apesar de não ser nenhum supervilão, a moda pode te derrubar ou você pode dominá-la e se tornar seu super herói.

Ser excluída pela moda não é um sentimento exclusivo. A sensação de deslocamento unida com baixa autoestima, bullyng e a solidão, podem trazer transtornos psicológicos e alimentares. Querer se encaixar e ter companhia, muitas vezes faz você se amenizar e minimizar para caber nas expectativas alheias, não tem saúde mental que resista a esses combos destruidores.

O padrão de beleza pode parecer tão distante, mas não é. Há uma pressão, que todo mundo sente, uns mais e outros menos. Esse padrão é tóxico, muitas pessoas não se amam por não se enxergarem no que é "belo" para a grande maioria. Suprimir singularidades para caber num molde de padrão do que acham bonito, é convite para se odiar.  

Eu sempre tive problemas com minha imagem. Fui uma criança gorda, uma adolescente muito magra e hoje sou uma jovem tamanho 46. E continuo tendo problemas, mas hoje eu lido com eles. 

Meu guarda roupa já me fez ter crises de pânico. Não ter roupas que serviam me traziam um desespero e dor. Eu sentia raiva de mim mesma por ter engordado e por não ter dinheiro para comprar novas roupas. As crises vinham, eu me acalmava, porém o gostinho amargo ficava junto com a roupa que eu não gostava, que tava apertada e eu tava usando.

A chave de tudo isso sempre foi o meu ódio e repúdio a mim mesma. Não quis me conhecer, queria conhecer outras pessoas e pra isso eu precisava ser atraente. Ser magra não me ajudou comigo mesma, mas me ajudou a chegar perto de outras pessoas, mas isso não me deixou feliz porque ainda me sentia sozinha.

Estou agora tentando me dar uma chance e me conhecer. Todo mundo deveria parar para se ouvir um pouco. Desbravar os próprios gostos, ouvir sua própria história, se perdoar e apreciar cada pedacinho de si. Não é fácil, não é intuitivo quando se passa a vida inteira cultuando ódio próprio, mas com treino e carinho a gente vai conseguindo se encontrar.

Se você precisa de ajuda profissional, para saber mais informações clique aqui.

Valorize suas singularidades, encontre seu estilo, celebre sua vida e tente olhar o espelho com mais amor e respeito!

Compartilhe com quem você acha que é importante essa reflexão.
Obrigada por ter lido!
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Sobre a autora

Meu nome é Karen Gabrieli Viana. Tenho 24 anos. Amo São Paulo. Apaixonada por costura, moda, filmes e música.
Sou Técnica em Modelagem do vestuário pela Etec Carlos de Campos, mas antes disso estudei 2 semestres de Design de Moda na universidade CEUNSP, Salto/SP.

Sigam-me os bons!

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